História

História do cinema

Indícios históricos e arqueológicos comprovam que é antiga a preocupação do homem com o registo do movimento. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, produzindo narrativas através de figuras.

Inúmeros factores concorrem para o estabelecimento de determinadas técnicas, numa ordem cultural. Aqui serão apresentadas algumas, no intuito de melhor conhecerem esta complexa manifestação estética à qual muitos chamam de 7ª Arte. É um facto que a data “28 de Dezembro de 1895” é especial no que se refere ao cinema, e à sua história. Neste dia, no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos do seu invento ao qual chamaram Cinematógrafo.

Estes célebres irmãos enviaram ao mundo, com o objectivo de apresentar pequenos filmes, os primeiros documentários como um início do cinema amador. “Sortie de l’usine Lumière à Lyon” (ou “Empregados deixando a Fábrica Lumière”) é tido como o primeiro documentário da história sendo dirigido e produzido por Louis Lumière. No mesmo ano, ainda destes irmãos, surgiu o filme “The Sprinkler Sprinkled”, uma pequena comédia.

Pequenos documentários e ficções foram os primeiros géneros do cinema. A linguagem cinematográfica desenvolveu-se com a criação de estruturas narrativas. Em França, na primeira década do século XX, foram filmadas peças de teatro, com grandes nomes do palco, como Sarah Bernhardt. Em 1913 surgem, com Max Linder – que mais tarde inspirou Chaplin, a primeira personagem cómica e, com o “Fantômas”, de Louis Feuillade, a primeira série policial.

Cinema mudo

Desde o início, inventores e produtores tentaram juntar a imagem com um som sincronizado, mas nenhuma técnica resultou até a década de 20. Assim sendo, durante 30 anos os filmes eram praticamente silenciosos sendo acompanhados muitas vezes por música ao vivo, por efeitos especiais ou por narração e diálogos escritos presentes entre cenas.
“O Beijo”, lançado em 1929 e protagonizado pela actriz sueca Greta Garbo, foi o último filme mudo da MGM e o último da história de Hollywood, com exceção de duas jóias raras de Chaplin: “Luzes da Cidade” e “Tempos Modernos”.

A era do som

Foram feitas várias experiências com som mas surgiram sempre problemas de sincronização e amplificação. Em 1926, a Warner Brothers introduziu um sistema de som “Vitaphone” (gravação de som sobre um disco) e, finalmente, em 1927, lançou o filme “The Jazz Singer”, um musical que pela primeira vez na história do cinema possuia alguns diálogos e canções sincronizados e aliados por partes totalmente sem som. Em 1928, o filme “The Lights of New York”, também da Warner, tornou-se o primeiro filme com som totalmente sincronizado. Este foi gravado num disco do sistema “Vitaphone” mas foi logo substituído por um inovador sistema: “Movietone” da Fox, onde se inseria o som no próprio filme.

No final de 1929, o cinema de Hollywood já era quase totalmente falado, representava 51% da produção norte-americana. Outros centros industriais, como a França, a Alemanha, a Suécia e a Inglaterra, começaram também a explorar o som. A partir de 1930, a Rússia, o Japão, a Índia e vários países da América Latina recorrem igualmente à nova descoberta.
O uso do som fez com que o cinema se diversificasse em termos de géneros e entre eles nasceu o “musical” e a “comédia”.

Hollywood

Os EUA começaram a destacar-se no mundo do cinema após a I Guerra Mundial, fazendo e importando diversos filmes. Alguns produtores independentes emigraram de Nova Iorque até à Costa Oeste, onde encontraram um pequeno território chamado ”Hollywoodland”, na Califórnia. Foi neste mesmo território que encontraram condições ideais para filmar: dias com sol durante quase todo ano, diversas paisagens que puderam servir de cenário e quase todas as etnias: negros, brancos, latinos, indianos, indios orientais, etc.

Surgiram assim os primeiros grandes estúdios. Em 1912, Mack Sennett, o maior produtor de comédias do cinema mudo, que descobriu Charles Chaplin e Buster Keaton, instalou a sua “Keystone Company”. No mesmo ano, surge a Famous Players (futura Paramount) e, em 1915, a Fox Films Corporation.
Nos EUA, após a Depressão, a indústria recuperou. Hollywood viveu os seus “anos de ouro” em 1938 e 1939. Surgiram superproduções como “A Dama das Camélias”, “E o Vento Levou”, “O Morro dos Ventos Uivantes” e “Casablanca”. Novos recursos técnicos possibilitaram o total desenvolvimento de todos os géneros. Desafiando o esquema dos grandes estúdios de Hollywood, Orson Welles lançou, em 1941, “Cidadão Kane”, filme que revolucionara a estética do cinema.

Esta é uma lista de géneros de filmes que são normalmente utilizados para fins de categorização comercial:

  • Acção
  • Animação
  • Aventura
  • Cinema catástrofe
  • Comédia
  • Comédia romântica
  • Comédia dramática
  • Comédia de ação
  • Culto
  • Documentário
  • Drama
  • Espionagem
  • Fantasia
  • Faroeste (ou Western)
  • Ficção científica
  • Séries
  • Musical
  • Policial
  • Pornográfico
  • Romance
  • Suspanse
  • Terror

Acção: é um género de filme que geralmente envolve uma história de protagonistas do bem contra o mal e que resolvem as suas disputas com o uso de força física. Os filmes de acção têm como histórias o crime, os westerns, a guerra, etc.

Animação: processo segundo o qual cada fotograma de um filme é produzido individualmente, podendo ser gerado quer por computação gráfica quer fotografando uma imagem desenhada. Quando os fotogramas são ligados entre si e o filme é visto a uma velocidade de 16 ou mais imagens por segundo, ou seja, há uma ilusão de movimento contínuo (por causa da persistência de visão).

Aventura: é um género cinematográfico que reflecte um mundo heróico de combates e aventuras. Foi inventado em Itália, como meio de exaltação do seu passado histórico e, posteriormente, foi usado pela Rússia, para exaltar a Revolução Russa.

Catástrofe: é um género cinematográfico muito popular, que mistura três elementos principais: enredo apocalíptico, apelo melodramático e cenas de acção, de preferência com efeitos especiais que enfatizem o clima de tensão.

Comédia romântica: é um subgénero cinematográfico dos géneros comédia e romance. O argumento básico de uma comédia romântica é que duas pessoas conhecem-se mas, apesar da atracção óbvia existente, não se envolvem romanticamente por algum factor interno ou por alguma barreira externa, como por exemplo, um dele ter uma relação amorosa.

Comédia dramática: junta os géneros comédia e drama. Estas obras geralmente apresentam uma história séria, porém abordada de forma engraçada. Os enredos normalmente giram em torno de um personagem que deseja conseguir alguma coisa para a sua realização pessoal ou porque que é obrigado a conseguir para que isso não lhe cause nenhum sofrimento. As tentativas, geralmente frustradas, acabam provocando alguma piada. Por norma há sempre um final feliz.

Culto: é a denominação dada a tudo o que esteja relacionado com a cultura popular (cinema, televisão, música, jogos, etc.) que possuam um grupo de fãs dedicados

Documentário: é um género cinematográfico que se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade. Mas dessa afirmação não se deve deduzir que ele represente a realidade «tal como ela é». O documentário, assim como o cinema de ficção, é uma representação parcial e subjectiva da realidade.

Pornográfico/Erótico: é a representação, por quaisquer meios, de cenas ou objectos obscenos destinados a serem apresentados a um público e também a expor práticas sexuais diversas, com o intuito de despertar desejo sexual no observador.

Western: é popularizado sob os termos “filmes de cowboys” ou “filmes de faroeste”, compõe um género clássico do cinema norte-americano (ainda que outros países tenham produzido westerns, como aconteceu em Itália, com os seus western spaghetti). O termo inglês western significa “ocidental” e refere-se à fronteira do Oeste norte-americano durante a colonização. Os westerns podem ser quaisquer formas de arte que representem, de forma romanceada, acontecimentos desta época e região.

Ficção científica: é uma forma de ficção desenvolvida no século XIX, que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos. O termo é usado, de forma mais geral, para definir qualquer fantasia literária que inclua o factor ciência como componente essencial, e num sentido ainda mais geral, para referenciar qualquer tipo de fantasia literária.

Séries : são normalmente divididos em vários “capítulos”.

Musical: é um género de filme, no qual a narrativa se apoia sobre uma sequência de músicas coreografadas, utilizando música, canções e coreografias como forma de narrativa, predominante ou exclusivamente.

Policial: os argumentos quase sempre envolvem crimes e criminosos, policiais e detectives particulares, gangsters e ladrões.

Romance: é um género da literatura. Herdeiro da epopeia, é tipicamente um género do modo narrativo, assim como a novela e o conto. No romance uma personagem pode surgir a meio a história e desaparecer depois de cumprir sua função.

Terror: existe em qualquer meio de comunicação onde que se pretenda provocar a sensação de medo. Desde a década de 1960 que qualquer obra de ficção com um tema mórbido ou repelente são conhecidos do público como um género à parte, com grupos de fãs muito específicos.

Primeiros Aparelhos do Cinema

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